Resultado do Portfólio MD- (Ago/17): +3,4%

1. Resultado

O mês de Agosto ficou marcado por mais uma alta significativa dos preços dos ativos “de risco”, e os investidores que estavam preparados para tal, conseguiram certamente uma boa performance.

Resultado MD- Ago/17: +3,4%.
Resultado MD- Ago/17: +3,4%.

Se você não lembra ou não entendeu como eu calculei essas rentabilidades, faça uma pequena leitura onde explico aqui.

O resultado impressiona, ainda mais se contarmos a performance em 2017. Entretanto, deve ficar muito claro que este é um resultado anormal, e só acontece em momentos muito especiais. Neste caso, estamos saindo da maior recessão que o país já passou. Além disso, internacionalmente há bastante procura por ativos de retorno mais elevado. Uma combinação bastante favorável para apreciação de ativos “de risco”.

2. Notas Pessoais

Agosto foi bastante produtivo, pois estudei várias tipos de ativos novos. É bastante conhecimento para aprender e operacionalizar… Entender o ativo, as taxas de operacionalização, a segurança na transação, o imposto cobrado, etc.

  • Iniciei a montagem da minha carteira de ações globais. O valor investido aqui é muito pequeno, não fará diferença significativa no resultado, mas é importante estar diversificado e pensar fora do mundo brasileiro. Além do mais, devemos sempre lembrar o viés tupiniquim de fazer barbeiragens em nossa política econômica. No fim, é um investimento dolarizado no portfólio. Comprei também uma série de puts para fazer hedge no portfólio total.

    Captura de Tela 2017-09-03 às 01.25.48
    Opções e Ações em USD da carteira MD-.
  • Fiz minha primeira transferência para uma corretora de moedas digitais, e agora em setembro comprarei alguma fração de Bitcoin, Ethereum e talvez outras. O racional do investimento aqui é “pouco a perder talvez muito a ganhar”. Aloquei 0,6% do meu portfólio para as cryptocurrencies.  Formularei uma estratégia para rebalanceamento da carteira e retirada deste capital para conversão em outros ativos. Minha ideia inicial é colocar 1% de patrimônio nessa classe de ativos.
  • Concluí a tese de investimento em imóvel, já explicada aqui no site, e que podem acompanhar aqui neste link: Investimento em Imóvel. Estou bastante contente com isso, pois o processo foi bastante demorado, o aprendizado foi elevado, e após mais de um ano foi concluído.
  • Fiz a portabilidade de um PGBL que tenho, e talvez comece a incluí-lo nos resultados que contabilizo. Essa portabilidade demorou 3,5 meses, o processo é burocrático, e certamente é uma melhoria a ser feita pelo órgão regulador.
  • O Ibovespa fechou muito próximo de sua máxima histórica. Apesar de alguns acreditarem que as ações podem estar “caras”, meu pensamento agora é entrar em nomes defensivos com bons dividendos. Acreditando que a Selic estará em 7-8% nos próximos 2 anos, fico bastante inclinado a substituir renda fixa indexada ao CDI por ações com dividend yeld (DY) de 5-8%. Já iniciei este processo, pretendo continuar em setembro se uma janela de entrada aparecer.

3. Alocação de Recursos

3.1 Portfólio MD- (“MD menos”)
chart(2)
Alocação MD- atualizada para Set/17.

A alocação do portfólio MD- para setembro/17 está composta por:

  • 06%: Hedge com Ouro + Dólar + Opções.
  • 38%: Renda Fixa (10% de caixa).
  • 12%: FIIs (12 no total).
  • 44%: Ações brasileiras.
3.2 Portfólio MD (“MD”)

Outra forma que iniciai a trabalhar para entender a alocação de recursos é a mostrada no gráfico abaixo. Ele adiciona também o fundo de previdência que possuo, modalidade PGBL. É uma forma mais ampla de apresentar o portfólio, e com isso posso explicar:

  • Portfólio MD- (“MD menos”): não inclui o fundo de previdência (PGBL).
  • Portfólio MD: inclui o fundo de previdência (PGBL).
chart(1)
Alocação MD atualizada para Set/17.

Este gráfico mostra que o portfólio MD está novamente na alocação histórica máxima em ações.

Fazendo a consideração que o PGBL que possuo é composto majoritariamente por RF, posso considerar a seguinte distribuição:

  • 05%: Hedge com Ouro + Dólar + Opções.
  • 46%: Renda Fixa.
  • 10%: FIIs (12 no total).
  • 38%: Ações brasileiras.

Talvez passe a incluir nesses gráficos uma pequena parcela de criptomoedas.

4. Proventos Recebidos

Agosto é um mês de bastante proventos. Parte disso é dado pelos cupons do Tesouro IPCA 2050, que ainda tenho bastante.

Como vendi alguns desses títulos no último ano, recebi menos proventos que em agosto de 2016, causando a redução vista na média móvel de 12 meses. Entretanto, nas próximas atualizações as curvas apresentarão um incremento considerável, já que receberei proventos do imóvel e também porque aumentei minha quantidade de ações com dividend yeld maior.

chart
Rendimentos recebidos mensalmente para atingir a IF.

Bom, em agosto foi isso. Devemos estar preparados para uma correção do mercado, que além de ser saudável, deve abrir uma nova janela de entrada… e eu gostaria bastante!

Desempenho passado não garante o futuro, espero continuar diligente e sensato, sem aumentar exposição desnecessária, pois é o tempo (e os juros compostos) que farão a vitória lá na frente!!

Um abraço!

MDElsewhere 

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