Resultado MD Elsewhere (Ago/18): +0,2%

Quando o seu time de futebol termina o 1o tempo de uma final vencendo o adversário, ainda não dá para garantir a vitória, mas certamente você está mais perto da glória do campeonato.

Quem me acompanha aqui sabe que contabilizo os proventos recebidos mensalmente, e comparo com uma meta que tracei lá no início da caminhada.

Pois bem, atingimos os 50%! Só falta dobrar… e o 2o Tempo começa agora.

Vamos ao fechamento mensal da Carteira MD Elsewhere!

1. Resultado

A carteira do MD Elsewhere fechou agosto com rendimento acumulado: +0,2%.
O acumulado em 2018 está em: 1,6%.
O média de dividendos recebidos se alterou em impressionantes: 10% (11o mês consecutivo de incremento).
O mês foi recorde no recebimento de proventos.

Resultado MD Elsewhere em 2018.

O cenário no Bananil Brasil continua nebuloso e as eleições estão chegando. Quem você quer que comande o Brasil pelos próximos 8 anos? Eu estou ansioso para saber o resultado.

Torço muito para que sejamos responsáveis e melhoremos as condições econômicas do nosso país. Entretanto, torcer não adianta nada, e o que precisamos fazer de verdade é agir para ganhar ou nos proteger caso os Brasileiros optem pela desordem econômica.

2. Notas Pessoais

2.1 Leitura

Li apenas o meu padrão mensal: cartas das Assets Verde, Adam e SPX.
Li também relatórios semanais da Empiricus.

Preciso engatar um bom ritmo de leitura de livros (bons), é melhor forma de continuar aprendendo.

2.2 Isenção de Imposto de Renda em ações

Zerei minha posição em TEND3 neste mês. Vendi o papel a 29,18 e havia comprado a 17,30.

O lucro bruto foi de 5940 reais, e como alienei menos de 20 mil reais no mês, fui isento do imposto de 891 reais.

Coloquei no bolso 891 reais de isenção de IR e que já estão trabalhando pra mim.

Escolhi zerar TEND3 apenas por uma questão tática. Estava com mais de 50% da carteira em ações e decidi diminuir 1% aproveitando a isenção de IR. O valor foi para minha posição em Caixa (RF).

Vendi também metade da minha posição em AGRO3 pela mesma razão acima.

2.3 Aluguel de Ações

Você disponibiliza suas ações para aluguel? Eu as disponibilizo automaticamente através da XP.

Há um semestre já queria mudar minha custódia de ações para a Clear (corretagem 20x mais barata que a XP), mas não consigo porque não estou no Brasil.

Entretanto, tive uma ótima surpresa neste mês: recebi R$ 1.098,89 num aluguel de IRBR3!

Esse valor é bem incomum, foi resultado de uma taxa altíssima de 9,26% aa que o contrato foi firmado. Foi muita sorte.

Por conta disso, adicionei no gráfico de proventos recebidos o valor de aluguel de ações.

Aqui eu faço uma reclamação para o sistema de aluguéis de ações que temos no Brasil:
– É inacreditável que muitas corretoras não disponham da possibilidade de aluguel automático de ações. No meu ver, uma simples implementação de sistema daria maior liquidez e volume para o mercado de BTC (é como se chama o mercado de aluguel, não é Bitcoin).
– Apesar da XP disponibilizar o aluguel automático, falta maior controle para o Doador. Eu sinto falta de um filtro de piso para a taxa de aluguel. Todos os meses eu tenho várias ações alugadas por taxas muito baixas, recebo centavos, por vezes não chega a 1 real. Se for pra taxa de aluguel ser menor que 3% aa, eu nem gostaria de doar as ações.
– O ponto ruim disso é que o aluguel automático além de ter na média uma taxa baixa e também serem reversíveis ao Tomador, quando a desgraça da taxa sobe por uma maior movimentação do mercado, eu perco a oportunidade de alugar por taxa melhor. Bastante ruim. Caramba, é difícil implementar um filtro desses? Alguém aí tem alguma experiência similar ou algo a comentar de outras corretoras?

2.4 Compounding (Juros Compostos)

Estou bastante confortável com o ritmo atual do Portfólio.

É impressionante, pois receber 50% da sua meta em renda passiva mostra que estou no caminho certo. É só gerenciar o 2o Tempo para chegar no objetivo.

É hora de tomar menos risco e administrar o jogo: manter os Aportes regulares, reinvestir os Proventos, ter Rentabilidade razoável, e gerenciar os Riscos, o tempo joga do nosso lado.

É o Efeito Snowball.

Bola de Neve.

Continuaremos igualmente com a mesma estratégia: Disciplina e Paciência.

Aporte + Reinvestimento + Rentabilidade + Tempo = Sucesso.

2.5 Ajustando Lençol Curto (ou a Arte de Alocação de Recursos)

Hoje me deparo com um problema, que na verdade é um problema bom.

Todos os ativos que possuo em carteira são desejados, e não vejo nenhum que eu poderia vender para levantar recursos.

Eu gostaria de:
+ Aumentar minha posição em Ações, mas ficaria com mais de 50% numa única classe de ativo, e diminuiria ainda mais os outros. Por gerenciamento de risco eu não quero ter mais de 50% em nenhuma classe de ativos.
+ Comprar mais FIIs, mas o recurso disso teria que vir da RF, pois não quero vender ações. Além disso, já estou com nível de RF muito baixo e não gostaria de esgota-lo.
+ Também gostaria de aumentar minha posição de ativos no Exterior. De onde retirar os recursos? O que diminuir?

A alternativa que penso para poder me ajudar a resolver este “problema” seria elevar o meu gerenciamento de risco a um nível acima, o que considera também o meu Capital Humano, ou seja a minha Idade, Emprego e Estado no Ciclo de Vida.

Se eu me realocar no mercado de trabalho e ter a segurança de uma renda “fixa” recorrente ao final do mês, poderei diminuir um pouco mais o percentual em RF do Portfólio e aumentar marginalmente os três itens desejados e descritos acima.

Isso é a Arte de Alocação de Recursos na veia, pois considera também o seu Capital Humano na tomada de decisões de Portfólio.

Eu acho uma babaquice aquela rotulação de investidor Conservador, Moderado e Agressivo.
Nos termos que se utilizam, fazem uma confusão muito grande entre Volatilidade e Risco, que só serve para deixar o investidor iniciante amedrontado e carente de orientação.

A Indústria de Investimentos cria uma Complicação para vender uma Solução (serviço) e com isso cobrar suas taxas e sobreviver.

3. Alocação de Recursos do Portfólio MD

Apesar dos riscos eleitorais, a estratégia continua a mesma:

– Ações: 45% a 55%
– RF: 15% a 25%
– FIIs: 12% a 18%
– USD + Ouro + Cripto: 3% a 10%
– Prev: 10% a 15%

Eu quero aumentar a minha parcela em investimentos no Exterior, mas como estou otimista com as commodities e eleições presidenciais, vou esperar até o final do ano na expectativa de conseguir um dólar mais favorável.

Tenho 7% de investimentos com exposição explícita a USD, mas quero subir para algo entre 10-15%.

3.1 Alocação geral no fechamento de Ago/18
Portfólio MDE no fim de Ago/2018.

Sem grandes novidades, o portfólio teve uma diminuição marginal nas Ações e incremento marginal em RF (caixa).

A posição de Caixa do Portfólio continua subindo e está nas máximas nominais. É resultado do acumulo crescente de dividendos e diminuição marginal da posição em ações.

3.2 Alocação geral ao longo do tempo

Acredito fortemente que a alocação de recurso nas classes de ativos, alocação macro, tem muito mais relevância e impacto do que a escolha interna dos ativos (alocação micro).

Em outras palavras e citando exemplos, a escolha de direcionar o percentual (10%, 20%, 30% ou 40%) da nossa carteira para Ações, é mais relevante do que acertar qual a ação que te dará mais retorno. Isso vale para a RF e FII também.

É por este motivo que gosto do gráfico a seguir e insisto em rebalancear mais o Macro do que o Micro do Portfólio.

Clique nas imagens para melhor visualização, ou vá à página de Alocação de Recursos para testar o gráfico interativo.

3.3 Alocação da seção de Ações

Se quiser ver a alocação atual (tempo real), vá à página: Portfólio Ações.

Zerada posição em TEND3 e reduzida metade da de AGRO3 com a finalidade de aproveitar a isenção de IR.

Acho que alguma ações estão extremamente baratas. ITSA4 por exemplo está pagando bem mais que a Selic só em dividendos. Isto é raríssimo, se é que já aconteceu alguma vez antes, não sei.

Neste ponto de distribuição de dividendos, eu vejo que se a economia continuar estagnada ou levemente ascendente, mas não houver confiança econômica para realizar novos investimentos, as empresas vão continuar usando seus lucros para pagar dívida (desalavancagem), e as que são Caixa Líquido (sem dívidas) irão distribuir mais e mais.

Ou seja, as ações só me parecem caras se consideramos que a economia vai piorar daqui pra frente, o que é difícil pois já sofremos muito na recessão dos últimos anos.

Bom, no mês aderi a subscrição de BIDI4, as ações de Banco Inter bombaram: +57%!

IRBR3 é outro destaque, continua só subindo e dando muita alegria.

MDE Ações.
3.4 Alocação da seção de FIIs

Quero comprar mais, mas as ações parecem muito mais atrativas que FIIs atualmente.

Entretanto, quando analiso que há ações distribuindo o mesmo DY dos FIIs, tento me conter e não aumento minha alocação.

Se quiser ver a alocação atual (tempo real), vá à página: Portfólio FIIs.

MDE FIIs.
3.5 Alocação da seção de Criptomoedas

Não farei novos aportes em Criptolixos Criptomoedas.

O racional aqui foi colocar um pouco e ver no que vai dar lá na frente.

O percentual de BTC está em 75% da alocação, e o resto está pulverizado.

4. Proventos Recebidos

Aqueles…

RECORDE: após Julho magrinho, veio Agosto “porrada”.
+ Pela 1a vez recebi mais proventos que minha meta, é a bola de neve!
+ Pela 1a vez entramos na faixa acima de 50% da meta da IF.
+ Passei a adicionar os proventos com aluguel de ações na montagem do gráfico.
+ Esté foi o 11o mês de incremento consecutivos da média de proventos.

Pode comemorar aí, chegamos na metade da meta. Começou o 2o Tempo!

Se quiser ver o gráfico de proventos agora, confira a atualização na página: Liberdade Financeira.

5. Fechamento

Passamos a régua em Agosto.

A melhor estratégia para seguir enquanto o mercado não sobe, é aportar pesado e reinvestir proventos.

A marcação a mercado (variação de preços) é uma Variável Exógena. Não temos controle sobre ela, precisamos de melhora macro ou institucional, e/ou também de melhora micro ou negócios em que investimos.
Entretanto, o Aporte é a Variável Endógena. Esta é a variável que temos o controle, é nela que sempre podemos melhorar.

Cheguei no Brasil hoje, passei pelos países nesta Eurotrip: Marrocos, Portugal, Espanha, Finlândia, Russia, Ucrânia, Moldova, Romenia, Hungria, Eslovênia, Croácia, Bosnia Hezergovina, Montenegro, Albania, Macedônia, Bulgária, Turquia, Sérvia, Bélgica e França.

Metade desses países eu já havia visitado antes, daí passei mais rapidamente por eles.

Acho que este post ficou grande, tentarei dividir e fazer um conteúdo menor nos próximos.

É isso!

Vamos nessa… e adiante!!

MD Elsewhere in Brazil

 

 

 

Next Destination: ?

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6 comentários sobre “Resultado MD Elsewhere (Ago/18): +0,2%

  1. MDE,

    No fechamento do mês passado eu falei que os FII já estavam te dando mais rendimentos do que ações e este mês veio desbancando isso.

    Muito bom o aluguel. Na XP é bem mais fácil alugar mesmo. Na socopa que opero, é mais chato e realmente uma ferramenta intuitiva e fácil aumentaria a proporção de alugueis por todos. Só me leva a crer que as corretoras não querem porque capacidade para fazer elas têm.

    Na Interactive Brokers que opero nos EUA tem o Stock Yield Enhanced Program que já faz os alugueis automáticos.

    IRBR e BIDI são as alegrias na minha carteira nos últimos 12 meses. Pensando em o que fazer com BIDI, não sei se realizo ou mantenho.

    Abraço!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Grande BPM!

      Na XP o aluguel automático é bem fácil. Eu tenho na média uns 3 a 6 contratos abertos a todo momento, mas acho o rendimento pouco. No ano de 2017 eu recebi 285 reais no total com aluguéis de ações. É pouco, mas são 285 soldados a mais pro meu batalhão da IF.

      Preciso aumentar minha parcela no Exterior… Os dedos estão cruzados por uma arrefecida nesse dólar, e se não for pedir demais, uma queda de 10% do SPY não seria ruim para eu entrar bem… Hahaha, sonho!

      Eu não sei o que fazer com BIDI, foi um foguete. Esticou demais, inclusive em dias de queda do Ibov.
      IRBR esticou tanto que comprimiu o DY pra uns 3% do valor de tela atual.

      Nesse mês de setembro venderei mais 20K para isenção de IR, só preciso escolher primeiro… Hehehe

      Um abraço!

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  2. Olá MD,

    que Eurotrip hein! Poxa de respeito. Cobro você aqui também, faça um post contando mais sobre como você fez o passaporte lá fora rsrs

    E interessante essa abordagem de “olha a carteira no macro” Mais tranquilo do que ficar cuidando do micro não?

    Vou passar a acompanhar este seu portfólio.

    Abraço!

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    1. Obrigado II!

      Eu sei que devo posts de viagem, mas foi difícil.
      Fiquem sem notebook por conta do furto e escrever no celular quebra-galho é cansativo demais!

      Acredito fortemente que o Macro é muito mais importante no longo prazo. São muitos ciclos econômicos nacionais e internacionais, políticas governamentais e até aleatoriedade ao longo do tempo.
      Não dá para outperformar em todas as carteiras sempre, uma classe de ativo complementa a outra. O importante é o Macro.

      Obrigado pelo interesse, vamos em frente!

      MD Elsewhere

      Curtir

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