Portfólio MD Elsewhere Global

Olá pessoal!

Hoje vou escrever sobre meu portfólio de investimentos no Exterior.

É importante ter ativos que sejam expostos a uma moeda forte, afinal ninguém gosta de ver o Dólar subindo…

Quando a moeda de um país colapsa, ou seja, é desvalorizada fortemente, os preços dos ativos locais passam a valer muito menos em relação ao mundo.

No fim das contas, os cidadãos desse país ficam pobres em relação ao globo, pois suas reservas financeiras e propriedades perdem valor na hora de trocas com o exterior.

Como acredito que hoje somos cidadãos globais, as pessoas que querem garantir a decisão de viajar ou viver no exterior precisam ter investimentos/ativos que acompanhem as variações globais.

Esses ativos, por serem “dolarizados” não sofrerão as consequências de políticas econômicas irresponsáveis de governos locais. Além disso, ainda que você não pense e nem queira nada do exterior, saiba que numa hiperinflação da moeda local você pode perder todas as suas economias de família.

Apresentada a curta e simples introdução do post, vamos falar do Portfólio.

Primeiramente, mostro que possuo 8,2% de exposição explícita em Dólar (vejam na imagem abaixo):

+ USD MD Global: 5,4% (fatia vermelha)
+ Ouro: 1,5% (fatia amarela)
+ Criptomoedas: 1,3% (fatia rosa)
+ Ações de Empresas com receitas em USD: não contabilizadas para esta análise.
————————————
= Total Exposto direto a USD: 8,2%

Portfólio MDE em 09/Set/18: a seção de Investimentos no Exterior representa apenas 5,4% (fatia vermelha).

O que quero mostrar abaixo é o que está dentro da fatia vermelha (5,4%), e que pretendo aumentar percentualmente para 8%.

Pois bem, atualizei minha planilha com o que possuo no Exterior e cheguei no seguinte:

Essa carteira está com muita Perda Fixa Renda Fixa.
Eu deixei os recursos em Renda Fixa para não comprar ações americanas nas máximas, mas o problema é que estamos no #Bull Market mais longo da história dos EUA.
Resultado: já se foram mais de 2,5 anos, os índices continuaram a bater seguidamente novas máximas, e eu esperando cair… Não caiu, desisti e vou montar a carteira assim mesmo.

Pensando sobre o tema, idealizei esta carteira a seguir como “Norte” para minha alocação até 31/Dez/18:

Carteira que quero montar entre 3-6 meses.

Agora vou descrever brevemente o racional de cada posição.

  • 30% => Renda Fixa: Pretendo manter minha conta no BB Americas pela facilidade de transferência e utilização do cartão de débito quando viajo para o Exterior.
  • 5% => Cash Interactive Brokers: O montante será utilizado em uma estratégia de compra em drawdowns que pretendo implementar e descrever aqui futuramente.
  • 20% => IWDA: ETF que segue o índice MSCI World. É um ETF que pondera os principais índices de 23 países desenvolvidos. Pretendo descreve-lo num post futuro. Acredito que as empresas e negócios são o que geram valor para a sociedade e este ETF representa as empresas do mundo desenvolvido. O objetivo deste ETF na carteira é mais de manutenção de patrimônio no longo prazo do que de crescimento acelerado.
  • 15% => SPY+QQQ: ETFs (Trusts) que seguem os índices S&P 500 e NASDAQ 100. Acredito que o mercado americano seja o berço da inovação mundial e por isso eles continuarão com a pujança econômica por muito tempo. Apesar do S&P 500 já conter empresas de informação e tecnologia, colocarei 1/5 (um quinto) deste valor no próprio NASDAQ 100, pois acredito que no futuro teremos uma maior participação dessas empresas na economia global. Isto visa também cobrir um vazio do meu portfólio de ações brasileiras que não tem TI.
  • 16% => Ações Livres: Parcela destinada a dar flexibilidade de escolha, onde poderei alocar em empresas que acredite, ou reforçar os ETFs que já descrevi aqui.
  • 4% => HMMJ: ETF que segue o North American Marijuana Index. Acredito que as empresas de ciência para utilização do poder medicinal de marijuana ainda descobrirão mais utilização medicinal e há uma industria de saúde a ser desenvolvida com este insumo. É uma aposta.
  • 10% => Portfólios de Blockchain e Lítio: Acredito que o Blockchain é uma rede disruptiva e há muitas empresas que se beneficiarão da sua adoção global. Acredito que a matriz energética mundial continuará a migrar de combustíveis fósseis para outras matrizes, e o Lítio será necessário para o armazenamento e transporte de energia (via baterias).

Bom pessoal, por hoje é isto.

O ponto mais importante do post é relembrar que precisamos ter ativos que não dependam da nossa moeda, o Real. Eu até gosto bastante do Real, mas não é questão de gostar ou não, hehehe…. é proteção.

Quando vejo em entrevista em rede nacional, que um candidato à presidência da república diz que não vai pagar a dívida pública do país (WTF!!!!), relembro que não dá pra vacilar com Brasil não. O risco de soluções malucas e heterodoxas estão aos montes no imaginário das cabeças tupiniquins.

Um abraço e vamos em frente!

MD Elsewhere

 

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